INTRODUÇÃO
Enquanto a indústria de inteligência artificial concentra seus investimentos em data centers e capacidade de nuvem, uma startup de Londres está seguindo o caminho oposto. A Mirai, fundada por Dima Shevts e Alexey Moiseenkov, está dedicada a tornar a IA mais eficiente e poderosa diretamente nos dispositivos dos consumidores.
DESENVOLVIMENTO
Com uma equipe técnica de apenas 14 pessoas e um investimento inicial de US$ 10 milhões liderado pela Uncork Capital, a Mirai nasceu da percepção de seus fundadores sobre uma lacuna crítica no mercado. "Dentro do hype da IA generativa e da maior adoção de IA, todo mundo fala sobre nuvem, servidores, AGI chegando. Mas a peça que falta é a IA no dispositivo para hardware de consumo", explicou Shevts ao TechCrunch. Ambos os fundadores têm experiência comprovada em criar aplicativos consumer escaláveis: Shevts co-fundou o aplicativo de troca de rostos Reface (apoiado pela a16z), enquanto Moiseenkov foi CEO e co-fundador do Prisma, o aplicativo viral de filtros de IA da última década.
A empresa está desenvolvendo um framework que permite que modelos de IA performem melhor em dispositivos como smartphones e laptops. Um dos primeiros produtos é um motor de inferência otimizado para Apple Silicon, que aumenta significativamente o throughput local. Com um SDK em desenvolvimento, a Mirai promete que desenvolvedores poderão integrar o runtime em seus aplicativos com apenas algumas linhas de código, atendendo à demanda do mercado por melhor otimização de custos e margem por uso de token.
CONCLUSÃO
A aposta da Mirai representa um contraponto estratégico ao modelo dominante de IA baseada em nuvem. Ao focar na otimização de desempenho em dispositivos locais, a startup não apenas oferece uma solução para desenvolvedores preocupados com custos e latência, mas também sinaliza um caminho alternativo para o futuro da inteligência artificial - mais distribuído, mais eficiente e mais próximo do usuário final.

