INTRODUÇÃO

O que deveria ser um momento de união na Cúpula de Impacto da IA na Índia se transformou em um constrangimento público. Durante o evento, o primeiro-ministro Narendra Modi pediu que os palestrantes no palco dessem as mãos e as levantassem em um gesto simbólico de solidariedade. Todos os executivos presentes atenderam ao pedido, com exceção de dois: Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic.

DESENVOLVIMENTO

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Os líderes das duas principais empresas na corrida pela inteligência artificial mantiveram as mãos visivelmente afastadas, destacando a rivalidade intensa que os separa. Nos últimos meses, as tensões entre OpenAI e Anthropic só aumentaram. A OpenAI anunciou planos de introduzir anúncios no ChatGPT, e a Anthropic respondeu com uma campanha publicitária durante o Super Bowl, criticando abertamente a decisão e prometendo nunca colocar anúncios em seu assistente Claude.

Sam Altman não deixou por menos e retaliou publicamente, chamando a Anthropic de "desonesta" e "autoritária". Apesar do conflito, ambas as empresas estão expandindo agressivamente suas operações na Índia. A OpenAI anunciou a abertura de dois novos escritórios no país, uma parceria com a gigante de TI TCS e o desenvolvimento de ferramentas para o ensino superior. A Anthropic também abriu um escritório na Índia e fechou uma aliança com a Infosys.

CONCLUSÃO

O incidente na cúpula indiana revela que, por mais que as empresas de IA busquem colaboração global, a competição acirrada no setor pode falar mais alto até em momentos cerimoniais. A recusa de Altman e Amodei em dar as mãos simboliza uma divisão profunda que vai além dos negócios e reflete uma guerra de narrativas e princípios no cenário da inteligência artificial.