Um segundo jovem envolvido no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, apresentou-se à polícia no início da tarde desta terça-feira (3). Ele está detido na 10ª Delegacia de Polícia (DP), em Botafogo, e deve ser transferido para a 12ª DP, em Copacabana, responsável pelas investigações do caso.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil, a decisão do jovem em se entregar veio após um intenso trabalho de investigação conduzido pela 12ª DP, que identificou cinco suspeitos: quatro maiores de idade, com 18 e 19 anos, e um menor de 17 anos. Hoje mais cedo, outro envolvido, também de 19 anos, já havia se entregado na delegacia de Copacabana. Ambos os detidos têm 19 anos e estão presos.

A delegacia de Copacabana já havia indiciado os cinco suspeitos no dia 27 de fevereiro. “Eles responderão pelo crime de estupro, e o menor responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime”, informou a Polícia Civil em nota. O caso tem chamado a atenção pelo caráter violento e pela forma como foi planejado, conforme detalhado nas investigações.

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Segundo os investigadores, em janeiro deste ano, a vítima foi convidada por um colega de escola, por meio de mensagem, para ir à casa de um amigo. Ao chegarem ao prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, proposta que foi recusada imediatamente pela jovem. “No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela”, detalhou a secretaria em comunicado.

O caso reforça a gravidade dos crimes sexuais no Brasil, especialmente contra adolescentes. Dados recentes, como os de São Paulo, onde estupros de vulneráveis representam 75% dos casos, mostram a urgência em combater essa violência. As investigações no Rio continuam, com a polícia trabalhando para garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados, enquanto a vítima recebe apoio psicossocial.