O mercado fonográfico global segue em trajetória de crescimento, alcançando em 2025 a marca de US$31,7 bilhões, com alta de 6,4%, segundo o novo relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). É o 11º ano consecutivo de expansão, consolidando um ciclo de maturidade desse novo momento da indústria, agora menos pautado por aceleração e mais por eficiência, monetização e sustentabilidade do modelo.
O streaming permanece como principal motor do setor, representando 69,6% das receitas globais e ultrapassando, pela primeira vez, a barreira dos US$22 bilhões. O foco agora está na conversão e retenção. A indústria entra em uma nova fase, onde crescer significa capturar melhor o valor gerado por cada usuário.
Nesse cenário, os mercados emergentes assumem protagonismo. A América Latina foi novamente a região que mais cresceu no mundo, com o Brasil consolidado como o 8º maior mercado. O desempenho nacional, com receita próxima de R$4 bilhões, é mais que o dobro da média global. O streaming é responsável por 87% da arrecadação total no país.
O crescimento brasileiro está ligado a um processo consistente de descentralização. Se antes o eixo Rio–São Paulo concentrava tudo, hoje novas regiões afirmam-se como polos criativos. O Nordeste é um dos principais vetores dessa transformação. O forró e a pisadinha continuam ampliando sua presença nas plataformas digitais e no consumo popular.

