Polícia Civil prende três suspeitos de envolvimento na morte de ex-delegado

Operação em São Paulo prende homens apontados como articuladores do assassinato de Ruy Ferraz em 2025

Publicado em 13/jan/26 | 18:32
Polícia Civil prende três suspeitos de envolvimento na morte de ex-delegado
As prisões aconteceram nesta terça-feira (13) na capital paulista, em Jundiaí e em Mongaguá Foto: Divulgação/Governo de SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (13) três homens suspeitos de envolvimento direto na execução do ex-delegado-geral de Polícia Ruy Ferraz, ocorrida em 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral paulista. As prisões aconteceram na capital paulista, em Jundiaí e em Mongaguá, durante uma operação que dá continuidade às investigações do caso, com um dos detidos sendo apontado como um dos mandantes do crime.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que as equipes trabalham incansavelmente desde a morte do ex-delegado. "Não vamos desistir enquanto não acharmos o mandante desse crime. Os cinco alvos de hoje fazem parte do topo do comando, o que nos leva a crer que estamos muito próximos de fecharmos esse quebra-cabeça", disse. Ele revelou ainda que os três presos eram assaltantes de banco presos pelo delegado em 2005, reforçando a principal linha de investigação: a de que Ruy Ferraz foi executado por seu histórico no combate ao crime organizado.

Conforme a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os detidos pertencem a uma facção criminosa e têm mais de 20 anos de atuação no crime. "Todos eles já foram presos e estão envolvidos em crimes de assalto a banco, crimes contra o patrimônio, organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro", explicou.

A operação contou com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) 6, da Baixada Santista. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e cinco de prisão, com dois alvos ainda foragidos - um procurado em São Paulo e outro que fugiu para fora do país logo após o crime.

O diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, destacou os avanços da investigação: "Agora está faltando a última peça, de quem foi a pessoa que colocou esse mecanismo todo para funcionar. Nós já temos a logística do crime e da execução, e estamos muito perto de chegar de quem ordenou a execução".

Segundo o DHPP, os três homens presos estão diretamente ligados ao crime, tendo participado da articulação e execução do assassinato. Um deles, capturado na região de Interlagos, na zona sul de São Paulo, atuava como apoio estratégico e logístico. Outro, preso em Jundiaí, é apontado como um dos líderes da organização criminosa e articulador da execução. O terceiro, localizado em Mongaguá, exercia função de articulador logístico e operacional, com atuação no apoio à fuga, fornecimento de materiais e manutenção dos vínculos entre os envolvidos.

Na primeira fase da apuração, o DHPP já havia identificado e prendido dez envolvidos, com o indiciamento de 13 suspeitos. A partir da análise de depoimentos, celulares e documentos apreendidos, além da quebra de sigilo telefônico e telemático e da identificação de veículos e imóveis usados pelos investigados, os policiais conseguiram chegar a novos suspeitos de envolvimento com a morte do ex-delegado.

O delegado responsável pelas investigações comentou que o próximo passo será analisar documentos e celulares apreendidos nesta fase, além de colher o depoimento dos presos. A operação representa um avanço significativo no desvendamento do assassinato que chocou o estado de São Paulo há quase dois anos, mostrando a persistência das forças de segurança em buscar justiça para um dos seus.


Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br

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