Rio de Janeiro enfrenta calor histórico com temperaturas acima de 41°C
Inmet emite alerta de onda de calor para o Sudeste e prevê leve declínio apenas a partir de quarta-feira
Publicado em 13/jan/26 | 21:03
O estado do Rio de Janeiro está vivendo um período de calor intenso, com temperaturas que já bateram recordes históricos e colocaram 2026 entre os anos mais quentes desde o início das medições, em 1961. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a marca de 41 graus Celsius (°C) foi igualada neste ano, repetindo os registros extremos de 1969, 1995 e 2015.
Desde o dia 1º de janeiro, grande parte das estações meteorológicas do Rio de Janeiro tem registrado temperaturas máximas acima da média climatológica, que é de 30,7°C. Em cidades como Seropédica, Três Rios, Cambuci, Duque de Caxias, Valença e Paraty, foram contabilizadas nove ocorrências de dias com temperaturas acima da média do estado até esta segunda-feira (12). Na capital, o número chegou a oito.
O Sistema Alerta Rio, da prefeitura carioca, registrou na segunda-feira a temperatura máxima de 41,4°C em Santa Cruz, a maior do ano até agora. O calor não poupou nem mesmo regiões tradicionalmente mais amenas, como Teresópolis, Arraial do Cabo e Nova Friburgo, que também tiveram dias acima da média.
A previsão climática mensal do Inmet para janeiro de 2026 já indicava um acréscimo de 0,5°C na temperatura média no estado. "Embora a maior parte do território deva permanecer próxima à normalidade climatológica, áreas pontuais — incluindo a capital — podem registrar aquecimento mais acentuado", ressaltou o instituto.
Na tarde de segunda-feira (12), o Inmet emitiu um aviso de onda de calor válido até a noite de quarta-feira (14). O alerta, de cor laranja — que representa perigo e é o segundo nível em uma escala de três —, atinge uma vasta área do Sudeste, incluindo regiões como Campinas, Piracicaba, Sul/Sudoeste de Minas, Zona da Mata, Ribeirão Preto, Macro Metropolitana Paulista, Araraquara, Sul Fluminense, Bauru, Campo das Vertentes, Vale do Paraíba Paulista, Noroeste Fluminense, Sul Espírito-santense, Baixadas, Centro Fluminense, Metropolitana de São Paulo, Metropolitana do Rio de Janeiro, Itapetininga, Norte Fluminense e Litoral Sul Paulista.
O calor não se limita ao Rio de Janeiro. Minas Gerais e São Paulo também registraram temperaturas elevadas nos últimos dias, especialmente em 10 de janeiro, reforçando, segundo o Inmet, o caráter regional do aquecimento observado no Sudeste do país. Enquanto isso, na região Norte, áreas como Vale do Acre, Sudoeste Amazonense, Sul Amazonense e Vale do Juruá estão sob alerta de perigo por conta de chuvas intensas.
Nesta quarta-feira (14), o Inmet informou que há expectativa de um leve declínio das temperaturas, embora o calor ainda persista no estado do Rio de Janeiro. Na capital, a temperatura máxima deve chegar a 35°C e a mínima, a 21°C. "Essa mudança ocorre devido ao enfraquecimento da crista, permitindo maior desenvolvimento de nebulosidade e ocorrência de chuvas pontuais, principalmente por convecção, como as já observadas nesta tarde de terça-feira (13) em áreas das regiões sul e serrana do estado do Rio de Janeiro", explicou o instituto.
Entre quarta-feira e sábado (17), segundo o Alerta Rio, a previsão é de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva isoladas na tarde e noite de ambos os dias. Os ventos estarão predominantemente moderados, o que pode trazer algum alívio, mas os cariocas ainda devem se preparar para dias quentes e úmidos.
O calor extremo já tem impactado a saúde pública. Notícias relacionadas mostram que o calor causou 2,6 mil atendimentos de emergência no estado do Rio, enquanto em São Paulo a capital registrou uma segunda-feira de céu claro, sol e sensação de calor. As autoridades recomendam hidratação constante, evitar exposição ao sol nos horários mais críticos e ficar atento aos alertas meteorológicos.