Google rebate críticas sobre IA que supostamente 'superfaturaria' compras
Empresa nega acusações de que novo protocolo de IA para compras levaria a preços abusivos, afirmando que 'upselling' é prática padrão do varejo.
Publicado em 13/jan/26 | 20:45
INTRODUÇÃO: Um alerta feito por uma organização de defesa do consumidor sobre os planos da Google para integrar compras em suas ferramentas de IA gerou polêmica nas redes sociais. Lindsay Owens, diretora-executiva do Groundwork Collaborative, afirmou em um post viral que o novo Universal Commerce Protocol da empresa poderia usar dados de conversas para "superfaturar" os usuários, uma acusação que a Google rejeitou veementemente.
DESENVOLVIMENTO: A preocupação de Owens surgiu após analisar a documentação técnica e o roteiro da Google, que inclui funcionalidades como "upselling personalizado" e ajustes de preços baseados em programas de fidelidade. Em resposta, a Google esclareceu publicamente que proíbe comerciantes de exibir preços mais altos em suas plataformas do que em seus próprios sites e que o "upselling" refere-se apenas à sugestão de produtos premium, com a escolha final sempre cabendo ao usuário. A empresa também destacou que o piloto "Direct Offers" tem como objetivo oferecer descontos ou benefícios adicionais, não aumentar preços.
CONCLUSÃO: A controvérsia ilustra os desafios éticos e de transparência que surgem com a integração de IA no comércio digital. Embora a Google tenha negado as alegações, o caso reforça a necessidade de clareza sobre como dados pessoais e algoritmos são usados para influenciar decisões de compra, exigindo monitoramento contínuo por parte de reguladores e consumidores.