A Caixa Econômica Federal divulgou nesta semana um conjunto de ações para auxiliar moradores e empreendedores impactados pelas fortes chuvas e enchentes que atingiram a Zona da Mata mineira. O pacote, que abrange desde a antecipação de benefícios sociais até condições especiais de crédito e renegociação, tem como objetivo aliviar a pressão financeira sobre as famílias e empresas localizadas em municípios com decreto de situação de emergência reconhecido.
Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o banco vai liberar o pagamento do Bolsa Família já no primeiro dia do calendário do programa para todos os beneficiários das cidades afetadas. O valor estará disponível a partir de 18 de março, e a medida também valerá para o mês de abril, garantindo a continuidade da proteção social às famílias em meio à crise. Essa iniciativa se soma a outras notícias recentes sobre os estragos na região, como a liberação de R$ 11,5 milhões para quatro municípios e o aumento para 72 no número de mortos nas chuvas em Minas Gerais.
Para quem tem financiamento habitacional, a Caixa oferece opções como a pausa de até seis meses nas prestações, que pode ser solicitada diretamente pelo aplicativo Habitação Caixa. Além disso, os clientes podem optar pela incorporação das parcelas vencidas ao saldo devedor, com diluição no prazo restante do contrato, mantendo as condições originais de juros e prazo. É importante lembrar que todos os contratos contam com seguro obrigatório de Danos Físicos ao Imóvel (DFI) e Morte ou Invalidez Permanente (MIP), e a Caixa disponibilizou centrais de atendimento específicas para esses seguros, com números de telefone e WhatsApp, variando conforme a data de contratação.
As medidas para pessoas físicas também incluem facilidades em outras linhas de crédito. No caso do penhor, há dispensa automática de encargos por atraso na renovação por 90 dias e suspensão de leilão das garantias enquanto durar o decreto de emergência. Para empréstimo pessoal e renegociação, é possível solicitar uma pausa de até três parcelas, e no consignado, há a possibilidade de ajuste de prazo e revisão de juros, conforme o contrato. Além disso, a Caixa oferece uma cesta de serviços com isenção de mensalidade por três meses para quem não tiver outro benefício ativo.
Para as empresas, o pacote traz condições facilitadas em financiamentos e capital de giro, incluindo pausa de até três meses em contratos de investimento, capital de giro e microcrédito. No Girocaixa Fácil, o prazo para amortização pode chegar a 30 meses, podendo ser estendido para até 60 meses, dependendo da garantia. Para máquinas e equipamentos, há carência de até seis meses e prazo de pagamento de até 60 meses. Micro e pequenas empresas (MPE) com aplicações em CDB Flex ou Progressivo podem ter flexibilização para resgate, desde que não haja bloqueios.
No crédito rural, produtores rurais pessoas físicas podem ter prorrogação de vencimentos em caso de frustração de safra e ainda contratar novos empréstimos mesmo com prorrogações ativas. Para pessoas jurídicas, como cooperativas e agroindústrias afetadas, é possível solicitar alongamento e prorrogação de prazo, mediante comprovação. Hospitais, incluindo Santas Casas e instituições filantrópicas ou não filantrópicas, também foram contemplados, com opções como pausa de até 12 meses nas prestações e incorporação das parcelas ao final do contrato.
Para facilitar o acesso aos serviços, a Caixa está com um caminhão-agência em operação no município de Matias Barbosa, localizado na Praça Central Peter H. Birkeland, funcionando das 10h às 16h. Outros canais de atendimento incluem o Alô CAIXA (4004-0104 para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104 para demais regiões), além dos aplicativos Caixa Tem, Habitação Caixa e FGTS, e o Internet Banking pelo site oficial da instituição.
Essas medidas refletem um esforço coordenado para mitigar os impactos das enchentes, seguindo um modelo similar ao adotado em outras regiões, como mencionado recentemente pelo presidente Lula em relação ao Rio Grande do Sul. A iniciativa busca não apenas oferecer alívio imediato, mas também apoiar a recuperação econômica e social da Zona da Mata mineira, uma área historicamente vulnerável a desastres naturais.

