As negociações diretas entre os Estados Unidos e o Irã entraram na chamada "fase técnica" e devem se prolongar por toda a noite em Islamabad, capital do Paquistão, segundo informações da agência portuguesa Lusa. As autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo de paz, em um momento de tensão internacional que tem chamado a atenção de líderes mundiais, incluindo o Papa Francisco, que recentemente pediu o fim da guerra.

As delegações norte-americana e iraniana estão reunidas desde a manhã deste sábado (11) em um hotel no Paquistão, em um esforço diplomático que ganhou impulso após o presidente Donald Trump decretar um cessar-fogo na terça-feira (7). A medida foi tomada para criar um ambiente propício às negociações, permitindo que as partes tentem chegar a um entendimento após meses de conflito.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do país, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes. O estreito é uma passagem estratégica por onde trafega cerca de 20% da produção mundial de petróleo, e atualmente está bloqueada pelos iranianos. Trump exige que a região seja reaberta, enquanto o Irã também reivindica o desbloqueio dos ativos do país e uma indenização pelos ataques realizados por norte-americanos e israelenses.

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A Tasnim ainda informou que os enviados dos Estados Unidos estão fazendo demandas consideradas excessivas pelos representantes iranianos, o que pode complicar as tratativas. Até o momento, Washington não se manifestou oficialmente sobre os avanços das negociações, mantendo um silêncio cauteloso enquanto os diálogos prosseguem.

O encontro no Paquistão marca um momento crucial nas relações entre os dois países, que têm histórico de desconfiança mútua. Líderes de ambos os lados viajaram especificamente para esta reunião, demonstrando a importância atribuída a um possível acordo. Enquanto isso, o mundo acompanha com expectativa, na esperança de que as conversas resultem em uma solução pacífica para o conflito.

*Com informações das agências Lusa e Reuters.