Em 1981, o quarteto inglês Queen fez duas performances históricas no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Diante de um público médio de 100 mil pessoas por noite, eles executaram um número musical que se tornaria simbólico – “Love of My Life”, canção na qual o estádio inteiro virou um karaokê. É bem provável que o canadense Abel Makkonen Tesfaye, mais conhecido como The Weeknd, não atinja o nível de adoração de Freddie Mercury, vocalista do Queen. Mas o que aconteceu ontem no mesmo local – e deve se repetir hoje à noite – foi bem próximo da façanha do grupo Queen.
É a terceira vinda do astro canadense em três anos, sempre com a mesma turnê, “After Hours Til Dawn”. Visualmente, é um espetáculo majestoso, criado em parceria com a agência de design Tait Tower. O palco traz dezessete mini-edifícios, que criam uma distopia entre o purgatório e o pecado, temas presentes em “Dawn FM” e “Highlights”. Uma das inspirações para o cenário foi “Metropolis”, de 1921, produção futurística e apocalíptica do cineasta alemão Fritz Lang. O segundo cenário, por sua vez, traz uma mulher robô de mais de sete metros de altura, criada pelo desenhista japonês Hajime Sorayama, conhecido por suas ilustrações hiper-realistas e futuristas.
The Weeknd é um popstar dos novos tempos, e seu show no Morumbi consolida sua posição como um dos maiores artistas da atualidade.

