Décadas atrás, os fãs de rock empreendiam batalhas sanguinolentas para defender seu instrumentista favorito. A turma da guitarra se alternava entre a versatilidade de Jimmy Page e Jeff Beck, a influência de música erudita de Ritchie Blackmore e o blues de Eric Clapton. Os baixistas se dividiam entre a precisão de John Paul Jones, do Led Zeppelin, e o virtuosismo de Chris Squire, do Yes. A bateria… ah, a bateria… O inglês Carl Palmer era quase uma unanimidade no universo que trazia desde as pauladas de John Bonham, do Led Zeppelin, Keith Moon, do The Who, e Neil Peart, do Rush – e aqui, vale o registro que ele é o único de sua profissão que faz frente a Mr. Palmer.
Mas, o que o músico inglês acha dessa competição? “Posso falar pela minha área. Fui o primeiro baterista de rock progressivo da história porque minha banda, o Emerson, Lake & Palmer, criou o rock progressivo; fui o primeiro a tocar bateria eletrônica, levei para o palco instrumentos como glockenspiel, tímpanos, sinos, vibrafone…”, jacta-se. “Se isso não me torna o melhor de todos, pelo menos me legitima como o instrumentista que estabeleceu um modelo de bateria para todos seguirem”, conclui, sem modéstia.
Carl Palmer está de volta ao Brasil. No dia 30 de maio ele se apresenta no Teatro Bradesco, em São Paulo, ao lado do tecladista Keith Emerson e do baixista Greg Lake, mortos em 2016. Você não leu errado: Emerson e Lake estarão no palco ao lado do ritmista, mas num telão exibido no fundo do palco.

