INTRODUÇÃO
A fusão nuclear, promessa de energia limpa e abundante, tradicionalmente envolve estruturas colossais e lasers poderosos. No entanto, a startup Avalanche Energy, liderada pelo CEO Robin Langtry, está invertendo essa lógica ao desenvolver um reator de fusão do tamanho de uma mesa, apostando na agilidade e na iteração rápida como vantagens competitivas.
DESENVOLVIMENTO
Enquanto empresas como a Commonwealth Fusion Systems utilizam grandes magnetos em tokamaks ou lasers para comprimir combustível, a Avalanche adota uma abordagem distinta: emprega corrente elétrica em voltagens extremamente altas para fazer partículas de plasma orbitarem um eletrodo, acelerando-as até colidirem e fundirem. Esse método, que também incorpora magnetos menos potentes, permite experimentação ágil e redução de custos, contrastando com os desafios de precisão e escala que tornam a fusão uma indústria "notoriamente implacável". A estratégia já atraiu investidores, com uma rodada recente de US$ 29 milhões liderada pela R.A. Capital Management.
CONCLUSÃO
A aposta da Avalanche em miniaturização e iteração rápida representa uma via alternativa no competitivo cenário da fusão nuclear, potencialmente acelerando a viabilidade comercial dessa fonte de energia. Se bem-sucedida, a abordagem poderá democratizar o acesso à tecnologia, reduzindo barreiras de custo e complexidade.

