O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), está reforçando as orientações para tutores que participam do Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná). As precauções, embora simples, são fundamentais para garantir a segurança e o bem-estar dos animais durante os procedimentos cirúrgicos, minimizando desconfortos e riscos.
O 5º ciclo do projeto, iniciado em novembro do ano passado, já percorreu 69 dos 315 municípios previstos para esta etapa. Além das esterilizações, a iniciativa promove ações de educação ambiental, visando conscientizar a população sobre posse responsável. "O nosso objetivo é claro: promover a saúde pública com um trabalho educativo constante sobre a posse responsável de cães e gatos. O CastraPet vai muito além do controle de natalidade. É um esforço para construir uma comunidade mais compassiva. A esterilização e a prática da posse responsável — que, vale lembrar, inclui a vacinação em dia — são pilares disso", destacou a médica veterinária e coordenadora do programa, Girlene Jacob.
Entre as orientações essenciais estão os cuidados com o transporte dos animais. Para evitar fugas ou acidentes, gatos devem ser levados em caixa de transporte ou caixa de papelão segura, enquanto cães precisam obrigatoriamente estar com coleira e guia. Recomenda-se também carregar uma manta ou coberta, pois os animais sentem frio após o atendimento e necessitam de aquecimento adequado durante a recuperação.
Em relação à alimentação, há protocolos específicos: animais castrados pela manhã devem ter a última refeição antes da meia-noite, enquanto os operados à tarde precisam comer entre 5h e 6h da manhã. É crucial remover o pote de comida logo após a alimentação. Para ambos os horários, é necessário um jejum de água de quatro horas antes da castração.
O CastraPet atende pets de famílias de baixa renda, organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado no 5º ciclo é de R$ 19,8 milhões, um aumento de 106% em relação ao 4º período (R$ 9,6 milhões), concluído em maio do ano passado. A expectativa é esterilizar 105 mil animais nesta etapa, número equivalente ao total de castrações realizadas entre 2020 e 2025.
Os municípios participantes contribuem com aproximadamente R$ 1,8 milhão, recursos destinados à impressão de 469 mil cartilhas sobre maus-tratos, aplicação de 731 mil vacinas antirrábicas e confecção de 582 mil placas temáticas sobre biodiversidade. Além da esterilização, o programa inclui ações educativas sobre tutela responsável, focando especialmente em crianças e adolescentes, e intensifica a vacinação antirrábica para promover a saúde pública.
O Governo do Estado fiscaliza as atividades organizadas pelas cidades parceiras e oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação. A colaboração envolve uma rede de ONGs e protetores independentes, todos unidos no objetivo de ampliar a conscientização social sobre os animais. Ao final desta etapa, em julho deste ano, o projeto coordenado pelo IAT alcançará todas as 399 cidades paranaenses.
Para participar, os tutores devem agendar horários diretamente nos pontos determinados pelas prefeituras parceiras. Durante a inscrição, recebem orientações sobre pré e pós-operatório, medicamentos para cuidados pós-cirúrgicos e aplicação de microchip eletrônico para identificação do animal.

