No último sábado, a Spirit Airlines encerrou suas operações da noite para o dia, cancelando todos os voos, demitindo 17 mil funcionários e orientando passageiros a não irem ao aeroporto. A reação foi de surpresa e tristeza, pois a Spirit, apesar de suas indignidades, era conhecida por ser barata. Foi então que um voice actor chamado Hunter Peterson, com frequentes queixas de viajante, teve uma ideia: e se 20% dos adultos americanos contribuíssem com o valor de uma passagem da Spirit e simplesmente... comprassem a companhia?

Peterson postou um TikTok propondo “Spirit 2.0: Propriedade do Povo”. Em poucas horas, ele criou um site (feito às pressas, por sua própria admissão) e, até domingo, 36 mil 'patrocinadores fundadores' prometeram quase US$ 23 milhões, derrubando os servidores. O dinheiro não é real – são promessas não vinculantes. Além disso, o custo real de adquirir e relançar uma companhia aérea chega aos bilhões. Peterson sabe disso. Em um vídeo recente, ele pediu, piscando, recrutamento de advogados de aviação, profissionais de relações públicas e juristas com um pedido: 'Ajuda?' 'Sei o que não sei', disse, 'mas vocês estão comprometidos com essa brincadeira, então estou comprometido também.'

O movimento, ainda que simbólico, mostrou o poder de mobilização viral e a insatisfação dos consumidores com o setor aéreo. Mesmo que a compra da Spirit seja inviável, a campanha de Peterson serve como um termômetro do desejo popular por alternativas de transporte mais acessíveis e justas. A conclusão? Enquanto a Spirit pode ter ido embora, o espírito de rebeldia dos passageiros – e sua disposição para apoiar ideias ousadas – continua firme.

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