Os brasileiros estão cada vez mais cansados da lógica dos algoritmos – inclusive quando o assunto é música. Segundo o estudo “Reset da Mesmice”, realizado pela Heineken em parceria com a Box1824, 48,9% dos entrevistados afirmam que querem depender menos de recomendações automáticas no futuro, enquanto 42,9% dizem já não conseguir diferenciar o que realmente gostam daquilo que foi sugerido por plataformas digitais.
Os dados mostram que a tecnologia segue como porta de entrada para o consumo musical: 60,9% das pessoas descobrem novas músicas por meio de algoritmos. Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que esse modelo limita a experiência e reduz o fator surpresa nas descobertas. A pesquisa aponta ainda uma valorização maior do inesperado e das experiências ao vivo. Para 46,5% dos entrevistados, shows e eventos entregam algo que a tecnologia não consegue reproduzir. Já 35,4% afirmam que a melhor noite especial aconteceu por algo não planejado.
No campo das relações pessoais, 73,9% dizem preferir conhecer pessoas presencialmente, enquanto 46,9% afirmam que conexões mais profundas acontecem fora das telas. O levantamento sugere uma mudança de comportamento: depois de anos guiados por recomendações digitais, consumidores passam a buscar experiências mais espontâneas, humanas e autênticas — inclusive na forma de ouvir música.

