O programa Brasil no Mundo chega a um marco importante neste fim de semana: completa três meses no ar, consolidando-se como a primeira produção a levar o debate sobre geopolítica de forma rotineira à televisão aberta brasileira. A atração estreou na TV Brasil no dia 9 de novembro, com uma entrevista exclusiva com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e desde então tem se dedicado a desvendar os complexos temas das relações internacionais para o grande público.
A proposta do programa é ambiciosa: oferecer análises aprofundadas sobre os acontecimentos globais e como eles impactam diretamente a vida dos brasileiros. Para isso, conta com um time de apresentadores com vasta experiência em cobertura internacional e convida especialistas renomados para os debates. Entre os nomes que já passaram pelo estúdio estão o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a professora de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Laura Carvalho, o professor e diretor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eduardo Serra, e o historiador e cientista político Chico Teixeira, também da UFRJ.
O formato do programa é baseado em conversas descontraídas, mas profundas, entre três apresentadores fixos e um convidado especialista. A equipe de apresentadores é um dos grandes trunfos da atração. Cristina Serra traz na bagagem cerca de 40 anos de jornalismo, incluindo 26 anos na Globo, onde atuou como correspondente em Nova York, entre outras funções. Jamil Chade trabalhou por duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da ONU em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, Guardian e veículos brasileiros, e atualmente vive em Nova York. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, com reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.
Para o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), André Basbaum, a iniciativa de criar um programa dedicado à geopolítica na TV aberta é uma resposta à necessidade crescente de compreensão do mundo atual. "O mundo está cada vez mais complexo e precisamos entendê-lo melhor para saber como atuar. A crise tarifária recente que vivemos mostra como essas questões geopolíticas estão cada vez mais conectadas com nosso dia a dia", afirma Basbaum. "Quanto melhor entendermos o cenário, melhor vamos saber como agir. E nada melhor para isso que contar com jornalistas qualificados", conclui.
Além das entrevistas, o programa também tem se destacado por abordar temas específicos de grande relevância, como o debate sobre o primeiro ano do governo Trump e a produção inédita que resgata o histórico Caminho do Peabiru. A Agência Brasil mantém um canal no WhatsApp para quem deseja acompanhar as notícias relacionadas ao programa e à EBC, incluindo divulgações como o resultado de vagas remanescentes do Comitê Editorial.
Com três meses de estrada, o Brasil no Mundo já demonstra que há espaço na grade da TV aberta para discussões sérias e qualificadas sobre temas internacionais. Em um momento em que as decisões tomadas em outros países podem afetar diretamente a economia, a política e o cotidiano dos brasileiros, entender a geopolítica deixou de ser um assunto restrito a especialistas e se tornou uma necessidade para todos. O programa cumpre esse papel ao traduzir a complexidade das relações internacionais em conversas acessíveis, sem perder a profundidade, e ao reunir vozes experientes que ajudam a conectar os pontos entre os acontecimentos globais e a realidade brasileira.

