Um homem acusado de realizar ciberataques em nome do governo chinês foi extraditado para os Estados Unidos, podendo enfrentar mais de uma década de prisão se condenado. Xu Zewei foi detido na Itália no ano passado a pedido das autoridades americanas e agora está sob custódia em Houston, Texas.
O Departamento de Justiça dos EUA acusou Xu de atuar como contratado do Ministério de Segurança do Estado da China para conduzir uma série de ataques cibernéticos. Segundo os promotores, Xu e seu cúmplice Zhang Yu teriam como alvo várias universidades americanas no início de 2020 para roubar pesquisas relacionadas à pandemia de COVID-19.
Os dois também são acusados de invadir milhares de servidores de email rodando Microsoft Exchange a partir de março de 2021, como parte de uma campanha indiscriminada atribuída a um grupo de hackers apoiado pela China, conhecido como Hafnium e, posteriormente, Silk Typhoon.
Xu, que supostamente trabalhava para a Shanghai Powerock Network, uma empresa que os promotores afirmam ter realizado ataques cibernéticos para Pequim, agora aguarda julgamento em Houston. Seu advogado nos EUA, Dan Cogdell, compareceu a uma audiência na segunda-feira, e Xu foi mantido sob custódia.
A extradição marca um passo significativo nos esforços dos EUA para combater a ciberespionagem patrocinada por estados estrangeiros, destacando a crescente tensão entre as duas nações no domínio cibernético.

