A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China anunciou nesta segunda-feira o bloqueio da aquisição de US$ 2 bilhões da startup de IA agêntica Manus pela Meta. A decisão, uma das intervenções mais significativas da China em um acordo transfronteiriço, vai além das tensões EUA-China e impacta diretamente os planos da Meta no segmento de agentes de IA.

A NDRC ordenou que ambas as partes desfaçam integralmente a transação. Segundo o órgão, a proibição ao investimento estrangeiro no projeto Manus seguiu leis e regulamentos. Cerca de 100 funcionários da Manus já haviam se mudado para os escritórios da Meta em Cingapura em março, com os fundadores assumindo cargos executivos. O CEO Xiao Hong passou a se reportar diretamente ao COO da Meta, Javier Olivan. Hong e o cientista-chefe Yichao Ji estão sob proibição de saída da China continental.

Contexto e Impactos: A Meta, que anunciou a compra em dezembro de 2025 por valor estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, planejava integrar a tecnologia de agentes da Manus ao Meta AI. A startup foi fundada em 2022 por Hong, Ji e Tao Zhang, e transferiu sua sede para Cingapura em meados de 2025. A Meta afirmou que a transação cumpriu todas as leis aplicáveis e espera uma resolução adequada. O bloqueio representa um duro golpe para as ambições da Meta no mercado de agentes de IA, especialmente após o movimento da China para reter talentos e tecnologia considerados estratégicos.

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