A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Código Branco, uma ação que mira fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro em contratações na área da saúde de municípios do norte do Tocantins. As investigações, que já vinham sendo conduzidas em sigilo, partiram de indícios de irregularidades em processos de compra de serviços médicos na região.

De acordo com a PF, as apurações indicam que uma empresa de serviços médicos teria sido reiteradamente contratada por municípios da região, mediante procedimentos licitatórios com indícios de direcionamento. Os policiais constataram "ausência de competitividade e de descumprimento da legislação, além de realizar subcontratações vedadas em edital e em repasses financeiros suspeitos, com possível ocultação e dissimulação da origem dos recursos".

Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro. As ações judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína, que autorizou as medidas após análise do material coletado durante as investigações.

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Os envolvidos, segundo a PF, poderão responder por crimes como fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A operação conta com a participação de agentes da Polícia Federal lotados no Tocantins, que atuam em conjunto com peritos e analistas para garantir a coleta de provas documentais e eletrônicas que possam sustentar as acusações.

A investigação busca apurar não apenas as supostas irregularidades nos processos licitatórios, mas também o destino final dos recursos públicos desviados. A PF ressalta que a operação faz parte de um esforço contínuo para combater a corrupção em contratos públicos, especialmente na área da saúde, que tem sido alvo frequente de esquemas fraudulentos em diversas regiões do país.

Enquanto os mandados são cumpridos, a PF não divulgou os nomes dos investigados ou da empresa suspeita, preservando o sigilo das investigações. A expectativa é que, com o material apreendido, seja possível identificar a extensão do esquema e quantificar os prejuízos aos cofres públicos dos municípios envolvidos.