O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, promove uma experiência artística inusitada e acessível nos dias 6 e 20 de março. A oficina de fotografia híbrida "construindo significados" convida o público a ressignificar suas próprias imagens, mesclando técnicas manuais e digitais. A atividade integra a programação especial do Mês da Mulher na instituição, sendo inspirada nas obras da artista Julia Kater, que fazem parte do acervo permanente do museu.

A proposta é simples, porém profunda: os participantes devem levar uma foto impressa ou digital sobre a qual desejam realizar uma nova reflexão. A partir dela, serão guiados a criar novos sentidos e significados, alterando a imagem original por meio de outras linguagens artísticas. O termo "fotografia híbrida" refere-se justamente a essa fusão, onde uma foto pode ganhar camadas extras através de colagens, costuras, intervenções poéticas e experimentações visuais.

Não é necessário ter conhecimento prévio em arte para participar, o que torna a oficina democrática e convidativa. Ela é voltada para pessoas com mais de 14 anos e acontece no Espaço de Oficinas, localizado no subsolo do MON. Nos dias 6 de março, a atividade começa às 10h, e no dia 20, às 14h, com duração de duas horas em cada sessão.

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Para garantir sua vaga, é preciso fazer inscrição prévia através do link disponibilizado pelo museu. Um detalhe que pode interessar a estudantes e profissionais é que a oficina emite declaração de horas. Basta assinar a lista de presença no dia e, após o evento, solicitar o documento pelo e-mail educativo@mon.org.br.

Esta iniciativa reforça o papel do MON como um espaço vivo de educação e experimentação. Como o maior museu de arte da América Latina, com um acervo de aproximadamente 14 mil obras, a instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do Paraná vai além da exibição, promovendo atividades que estimulam a criatividade e a conexão do público com a arte.

A inspiração nas obras de Julia Kater não é aleatória. A artista, cujas peças estão no acervo do museu, trabalha frequentemente com temas de memória, identidade e ressignificação, diálogos que ecoam na proposta da oficina. Ao mesmo tempo, a inclusão da atividade na programação do Mês da Mulher destaca o protagonismo feminino nas artes, tema que também será celebrado em outras instituições, como o MIS Paraná.

Para quem planeja participar, a dica é escolher uma foto que tenha algum significado pessoal, mas que esteja aberta a novas interpretações. Pode ser uma imagem antiga da família, uma selfie recente ou até uma paisagem que marcou um momento especial. O importante é estar disposto a mergulhar em um processo criativo que mistura o analógico e o digital, o pessoal e o coletivo.

Além desta oficina, o MON tem uma agenda cultural movimentada em março, incluindo apresentações gratuitas de música clássica, novas exposições e eventos com personalidades como a atriz Vera Holtz. Mas para quem busca uma experiência mais íntima e manual, a oficina de fotografia híbrida se apresenta como uma oportunidade única de aprender, criar e, literalmente, construir novos significados.