Março chega carregado de datas que movimentam debates e reflexões importantes para a sociedade brasileira. Desde a luta pela igualdade de gênero até a conscientização sobre saúde e meio ambiente, o mês oferece um calendário repleto de efemérides que merecem atenção. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), através de seus veículos como Agência Brasil, Rádio Nacional, TV Brasil e Radioagência Nacional, tem coberto esses temas ao longo dos anos, trazendo reportagens e análises que ajudam a entender os desafios e avanços do país.
No campo da igualdade, o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, é um marco central. A data vai além das celebrações e simboliza o combate à violência e ao feminicídio, problemas que ainda assolam o Brasil com números alarmantes. Reportagens da Agência Brasil e do programa Tarde Nacional destacaram esse foco, enquanto a Radioagência Nacional apontou falhas nas políticas públicas para mulheres. Já a TV Brasil mostrou, em 2021, as dificuldades de conciliar trabalho e tarefas domésticas, um reflexo das desigualdades persistentes.
Ainda na luta contra a discriminação, o Dia Mundial da Zero Discriminação, em 1º de março, criado pela ONU em 2014, combate preconceitos baseados em idade, sexo, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, raça e outros fatores. Veículos da EBC abordaram o tema sob diversos ângulos: intolerância religiosa foi tratada pela Agência Brasil, racismo estrutural pela Radioagência Nacional, e discriminação de pessoas com deficiência no trabalho pelo Repórter Brasil, da TV Brasil.
No dia 21 de março, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial ganha destaque, especialmente no Brasil, onde 85% da população negra relata já ter sofrido discriminação, conforme mostrou a Agência Brasil. O Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a existência de racismo estrutural no país, cobrando ações do setor público, como destacou a Radioagência Nacional. A diferença entre crimes de racismo e injúria racial, ambos imprescritíveis, foi explicada em reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.
A inclusão também tem espaço em março, com o Dia Internacional da Síndrome de Down em 21 de março. É crucial lembrar que não se trata de uma doença, mas de uma condição genética, e que pessoas com síndrome de down podem levar vidas plenas e produtivas. A Rádio Nacional discutiu a importância da data no Revista Brasil, enquanto a Radioagência Nacional e a Agência Brasil abordaram direitos e práticas inclusivas.
Na comunicação pública, março marca o aniversário do Parque do Rodeador, em Brazlândia, no Distrito Federal, inaugurado em 11 de março de 1974. O complexo, que completa 52 anos em 2026, abriga transmissores de ondas curtas da Rádio Nacional da Amazônia, única emissora com alcance nacional e internacional. Em 2024, os 50 anos do parque foram celebrados com matérias da EBC, incluindo um áudio documentário de cinco episódios veiculado pela Rádio Nacional de Brasília e Rádio Nacional da Amazônia.
A saúde é outro tema em evidência, com o Março Azul dedicado à conscientização sobre o câncer colorretal, terceiro tipo mais comum no Brasil. A morte da cantora Preta Gil em 2023 trouxe ainda mais atenção à doença, coberta pelo Repórter Brasil, da TV Brasil, e pela Radioagência Nacional. Além disso, o Dia Internacional do Cuidado Auditivo (3 de março) e o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo (10 de março) alertam para problemas que afetam milhões de brasileiros, com reportagens da Agência Brasil mostrando, por exemplo, que 52% da população não pratica atividades físicas.
O meio ambiente ganha destaque com o Dia de Conscientização das Mudanças Climáticas (16 de março) e o Dia Mundial da Água (22 de março). Após a COP30, a Radioagência Nacional destacou que 85% das cidades brasileiras não têm planos de adaptação climática, enquanto a Agência Brasil mostrou como crianças são afetadas pelo problema. Já a falta de água potável e saneamento básico, que atinge milhões no país, foi abordada pela TV Brasil e Rádio Nacional.
Para fechar o mês com um toque de cultura, 2 de março de 2025 marcou história: o filme "Ainda estou aqui" se tornou o primeiro brasileiro a ganhar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A conquista, dirigida por Walter Salles e estrelada por Fernanda Torres e Selton Mello, foi celebrada pela Agência Brasil, Radioagência Nacional e TV Brasil, reforçando o orgulho nacional nas artes.
Essas datas são parte do projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da EBC, que seleciona marcos relacionados à cultura, história e ciência, sempre com um olhar para o Brasil. Para solicitações de pesquisa, o público pode entrar em contato pelo e-mail centraldepesquisas@ebc.com.br, garantindo que a memória e os debates continuem vivos.

