EPA de Trump quer ignorar valor da vida humana em análise de poluição

A mudança rompe com décadas de prática e pode enfraquecer regras sobre ozônio e material particulado fino.

Publicado em 12/jan/26 | 20:47
EPA de Trump quer ignorar valor da vida humana em análise de poluição
Reprodução - TechCrunch

INTRODUÇÃO: Desde a era Reagan, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA atribui um valor monetário à vida humana para análises de custo-benefício em controles de poluição. Essa prática, embora controversa, fundamentou por décadas a regulamentação do ar. Agora, a administração Trump planeja descartá-la ao avaliar normas para ozônio e material particulado fino (PM2.5), conforme revelado pelo New York Times.

DESENVOLVIMENTO: O ozônio ao nível do solo, formado por emissões de veículos e usinas, e o PM2.5 são ligados há anos a doenças cardiovasculares, asma e enfisema. Pesquisas recentes ampliaram os riscos, conectando o PM2.5 ao Parkinson, Alzheimer, demência, diabetes tipo 2 e até baixo peso ao nascer. Globalmente, estima-se que até 10 milhões morram anualmente por essa poluição. Ignorar o valor da saúde humana nas análises pode enfraquecer as regulações, apesar dos conhecidos perigos.

CONCLUSÃO: A proposta da EPA sob Trump representa uma ruptura radical com a ciência e a prática regulatória estabelecida, potencialmente colocando vidas em risco ao subestimar os benefícios de um ar mais limpo. A decisão final terá impactos profundos na saúde pública americana.


Fonte: techcrunch.com

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