O ano de 2025 foi marcado pela dominação global de Bad Bunny no cenário musical. Com o álbum "Debí Tirar Más Fotos", lançado em janeiro, o cantor porto-riquenho se consolidou como o maior nome do pop mundial atual, esgotando dezenas de shows ao redor do planeta e liderando as paradas de streaming.
O disco trouxe hits como "Nuevayol", "Baile Inolvidable" e "DTMF", alcançando o primeiro lugar da Billboard 200 e rendendo seis indicações ao Grammy. Mas foi a capa do álbum que se tornou um fenômeno cultural à parte: uma imagem de duas cadeiras brancas de plástico em meio a uma plantação de bananeiras.
"A capa fala de uma estética da simplicidade. Temos um dos maiores astros pop do planeta fazendo algo supersimples", explica o músico e etnomusicólogo Meno Del Picchia. "É como ela dissesse: 'Somos latino-americanos, não precisamos ostentar ou nos espelhar nos americanos ou europeus. Temos nossos próprios símbolos'."
Para Del Picchia, a imagem forte e política ajudou a tornar o trabalho mais interessante para quem normalmente não consome pop mainstream, ampliando ainda mais o alcance do artista que já vinha de sucessos anteriores como "Nadie Sabes Lo Que Va a Pasar Mañana" (2023) e "Un Verano Sin Ti" (2022).

