INTRODUÇÃO
Após anos de ostracismo, o setor nuclear vive um renascimento impulsionado por startups inovadoras. A mudança de percepção é clara: de um ceticismo generalizado, a energia nuclear passou a ser vista como parte crucial da solução energética, especialmente para atender à demanda voraz de data centers. Empresas como a Last Energy, fundada por Bret Kugelmass, estão na vanguarda desse movimento, capitalizando o novo consenso com projetos de reatores modulares compactos.
DESENVOLVIMENTO
A Last Energy acaba de fechar uma rodada de investimento Série C de US$ 100 milhões, liderada pelo Astera Institute, com participação de fundos como AE Ventures e Gigafund. Ela se junta a uma leva de startups nucleares que captaram recursos recentemente, como a X-Energy (US$ 700 milhões) e a Aalo Atomics (US$ 100 milhões). O diferencial da Last Energy está em sua abordagem: a empresa está revitalizando um projeto antigo de reator de água pressurizada, originalmente desenvolvido para o navio mercante nuclear NS Savannah na década de 1960. O design atualizado visa produzir 20 megawatts de eletricidade, suficiente para abastecer cerca de 15.000 residências, com um piloto de 5 megawatts em andamento no Texas.
CONCLUSÃO
O momento é favorável para as startups nucleares, que encontram no apetite energético dos data centers um catalisador para inovação e investimento. A combinação de tecnologias comprovadas, como o design reavivado pela Last Energy, com a urgência por fontes de energia estáveis e de baixo carbono, está redefinindo o papel da energia nuclear na matriz energética global. O setor, antes marginalizado, agora se posiciona como peça-chave para um futuro energético mais resiliente.

