Em uma operação que misturou criatividade e eficiência, agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil prenderam três homens por venda de bebida ilegal durante o megabloco da cantora Ivete Sangalo, realizado neste sábado (7) no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O diferencial da ação foi o disfarce utilizado pelos policiais: eles se infiltraram entre os foliões fantasiados de extraterrestres, uma estratégia que permitiu abordar os suspeitos sem levantar suspeitas.
Os agentes flagraram os três homens com uma bolsa vendendo bebidas fabricadas clandestinamente, sem qualquer tipo de rótulo ou marca registrada. As garrafas, que continham líquidos de origem e composição desconhecidas, foram apreendidas, e os suspeitos foram levados para a delegacia. A venda de bebidas adulteradas representa um risco grave à saúde pública, pois esses produtos podem conter substâncias tóxicas ou álcool de baixa qualidade, capazes de causar intoxicações sérias.
Mas a atuação policial não parou por aí. Ainda durante o megabloco, os agentes prenderam outro homem que estava com três celulares furtados escondidos na roupa. Segundo ele, sua função era guardar os aparelhos roubados pelos comparsas. Duas vítimas foram identificadas nas proximidades e tiveram seus telefones restituídos, um alívio em meio à folia carnavalesca.
Essas ações fazem parte do reforço no policiamento desenvolvido pela Polícia Civil para prevenir a ação de criminosos nos blocos de Carnaval. Além dos policiais disfarçados, há o apoio do Garra — grupo especializado no combate a furtos e roubos, especialmente de celulares — e um reforço nos plantões das delegacias. A estratégia inclui ainda a atuação integrada com outros órgãos de segurança.
Em toda a capital paulista, a Polícia Militar está mobilizando cerca de 5,2 mil policiais e 2,5 mil viaturas diariamente durante o período carnavalesco. O monitoramento é ampliado com o uso de drones e câmeras do Programa Muralha Paulista, que permitem o acompanhamento em tempo real a partir de uma Sala de Gerenciamento de Incidentes no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). Essa integração entre forças municipais e estaduais visa garantir a segurança dos foliões, permitindo que a festa aconteça com mais tranquilidade.
O governo de São Paulo também tem ampliado as ações de proteção, especialmente voltadas para as mulheres, com a implementação de uma unidade móvel da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), mais policiamento e campanhas educativas. A combinação de operações ostensivas e discretas, como a dos agentes disfarçados de ETs, mostra um esforço coordenado para coibir crimes sem interferir no espírito de diversão do Carnaval.

