O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou neste mês os resultados atualizados do Censo Demográfico 2022, revelando os nomes e sobrenomes mais frequentes no Brasil. Com base em quase 130 mil nomes próprios e mais de 200 mil sobrenomes catalogados, o levantamento mostra que Maria e José são os campeões absolutos tanto em nível nacional quanto no estado de São Paulo, enquanto Silva e Santos dominam a lista de sobrenomes.
No estado de São Paulo, que concentra uma parcela significativa da população brasileira, os dados são emblemáticos. Maria ocupa o primeiro lugar, representando 4,80% dos registros, o que equivale a mais de 2,1 milhões de pessoas. Em segundo, José aparece com 2,10%, somando cerca de 930 mil indivíduos. Esses nomes, de origem bíblica e profundamente enraizados na cultura brasileira, refletem uma tradição que atravessa gerações, muitas vezes herdada dos tempos coloniais e fortalecida pela influência religiosa.
Além de Maria e José, o top 10 de nomes em São Paulo inclui Ana, João, Antonio, Pedro, Lucas, Gabriel, Luiz e Carlos, todos com percentuais acima de 0,69%. A lista evidencia a diversidade de influências, desde nomes clássicos portugueses até aqueles que ganharam popularidade mais recentemente, como Lucas e Gabriel, frequentemente associados a tendências modernas. Mulheres como Julia, Beatriz e Juliana também se destacam, mostrando uma mescla de tradição e contemporaneidade.
Já entre os sobrenomes, a hegemonia é ainda mais marcante. Silva lidera com folga, representando 13,35% da população paulista, ou seja, quase 6 milhões de pessoas. Em seguida, Santos aparece com 8,95%, totalizando cerca de 4 milhões. Esses sobrenomes, de origem portuguesa, são comuns em todo o país e remontam à época da colonização, quando eram adotados para indicar características geográficas ou profissões. O ranking inclui ainda Oliveira, Souza, Pereira e Ferreira, todos com percentuais acima de 2%, reforçando a predominância de raízes lusitanas na identidade brasileira.
O site do IBGE oferece uma ferramenta interativa que permite explorar esses dados de forma detalhada. Os usuários podem filtrar os rankings por gênero, período de nascimento e letra inicial, além de gerar listas específicas para o Brasil, unidades da Federação ou municípios. Isso facilita a compreensão de como a distribuição de nomes e sobrenomes varia regionalmente, destacando particularidades culturais e históricas.
Esses números não são apenas estatísticas; eles contam a história do povo brasileiro. A prevalência de nomes como Maria e José, por exemplo, está ligada à forte devoção católica, enquanto sobrenomes como Silva e Santos refletem processos históricos de miscigenação e imigração. Para muitos, saber que seu nome está entre os mais comuns pode ser um motivo de identificação com uma coletividade maior, um traço de unidade na diversidade que caracteriza o Brasil.
Em resumo, o levantamento do IBGE serve como um espelho da sociedade, mostrando que, apesar das mudanças e da globalização, certas tradições permanecem firmes. Se você tem curiosidade sobre a origem do seu nome ou quer descobrir como ele se compara aos demais, vale a pena acessar o portal do instituto e mergulhar nesses dados fascinantes.

