A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a internação do cliente nesta quarta-feira (24) para realizar uma cirurgia. O procedimento foi indicado tanto por médicos particulares quanto por peritos da Polícia Federal (PF).
Segundo os advogados, a operação está marcada para a quinta-feira (25), no Hospital DF Star, em Brasília. A manifestação da defesa foi solicitada pelo próprio ministro Moraes, que já havia autorizado Bolsonaro a deixar a prisão para realizar o tratamento, mas pediu que fosse indicada a data específica da cirurgia.
No documento, os advogados argumentam que o ex-presidente precisa ser internado ainda nesta quarta-feira para realizar os exames pré-operatórios necessários. "Requer-se que o peticionário seja conduzido e internado no Hospital DF Star, na data de amanhã, quarta-feira, dia 24 de dezembro, a fim de que possa ser submetido aos exames necessários e preparatórios ao procedimento cirúrgico", afirmou a defesa no pedido.
Bolsonaro passará por uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal e um quadro de soluço persistente. De acordo com as informações apresentadas pelos advogados, a internação deve durar entre cinco e sete dias, período necessário para a recuperação pós-operatória.
Um laudo oficial elaborado por peritos da Polícia Federal também indicou a necessidade da realização da cirurgia, corroborando a avaliação dos médicos particulares. Esse documento técnico reforça o argumento da defesa sobre a urgência do procedimento médico.
Atualmente, Jair Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. A condenação foi aplicada pela participação do ex-presidente na trama golpista que visava desestabilizar as instituições democráticas do país.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido de internação é aguardada para as próximas horas. Caso autorizado, será a primeira vez que Bolsonaro deixará a prisão desde o início do cumprimento da pena, ainda que temporariamente e por motivos de saúde.

