Uma forte tempestade, causada pela passagem de um ciclone extratropical, tem deixado parte do estado de São Paulo às escuras desde a terça-feira (9). Segundo a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na região, mais de 2 milhões de clientes na Região Metropolitana de São Paulo foram afetados pela interrupção no serviço.
De acordo com a empresa, os ventos intensos têm sido o principal vilão. "Por causa dos ventos, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores", informou a concessionária em nota. Os números impressionam: apenas na manhã de quarta-feira (10), o Corpo de Bombeiros recebeu 514 chamados para queda de árvores na capital paulista.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu alertas constantes sobre as condições climáticas. "Ontem [terça-feira] o destaque foi para fortes chuvas. Hoje [quarta-feira] o destaque é para as fortes rajadas de vento que atingem todo o estado de São Paulo", comunicou o órgão nas redes sociais. A velocidade dos ventos chegou a 96,3 km/h em São Paulo, segundo medições da Defesa Civil.
Para tentar normalizar a situação, a Enel mobilizou 1,3 mil equipes de manutenção em toda a região afetada. O trabalho é árduo, já que os ventos fortes continuam causando estragos. A Defesa Civil registrou ocorrências de queda de árvores em diversos municípios, incluindo Vera Cruz, Guareí, Ribeirão Bonito, Caieiras, Ferraz de Vasconcelos, Araçatuba, Matão, Redenção da Serra, Vargem Grande Paulista, Fernandópolis, Osasco, Guaratinguetá, Botucatu, Santa Cruz do Rio Pardo, Elisiário, Ibaté, Biritiba, Guapiara, Oscar Bressane e Barra Bonita.
O impacto do temporal foi sentido até em instituições importantes. O Instituto Butantan, centro de produção de imunobiológicos ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, precisou fechar o Parque de Ciência por precaução, devido às fortes rajadas de vento.
Enquanto as equipes trabalham para restabelecer a energia, a população é orientada a tomar cuidados básicos de segurança. A Defesa Civil continua monitorando a situação e divulgando atualizações pelas redes sociais e canais oficiais. A previsão é de que as condições climáticas adversas persistam, exigindo atenção redobrada dos paulistas nos próximos dias.

