Praças de Curitiba, Londrina e Maringá serão revitalizadas para se tornarem mais seguras e acolhedoras para a comunidade — e a própria população é quem vai decidir os espaços contemplados e as melhorias que serão feitas. A iniciativa conta com um reinvestimento de R$ 880 mil da empresa PremieRpet como contrapartida pelos incentivos fiscais recebidos por meio do programa Paraná Competitivo, do Governo do Estado.

Batizado de Ponto Pet - Convivência Sustentável, o projeto vai focar na transformação dessas áreas em espaço pet friendly para que a população possa aproveitar o local com seus animais de estimação, promovendo a ocupação de espaços urbanos, a convivência e a sustentabilidade. Para isso, os interessados poderão enviar suas propostas de revitalização das praças, que serão analisadas pela empresa. Os melhores projetos serão selecionados e implementados, transformando a visão da comunidade em realidade.

Como explica o gestor do Paraná Competitivo e diretor do Centro de Assuntos Econômicos e Tributários (CAET) da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), Francisco Inocêncio, a proposta do Ponto Pet sintetiza o espírito por trás do programa. “Temos mais um exemplo de como a parceria entre o poder público e a iniciativa privada ajuda não apenas a criar emprego e gerar riqueza, mas a transformar a realidade das cidades”, aponta. “A revitalização dessas praças é uma melhoria concreta que vai beneficiar todos que vivem nessas regiões”.

Publicidade
Publicidade

Para a pedagoga da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Kimberly Martins, o programa desempenha um papel importante de conectar o poder público e a iniciativa privada em projetos que beneficiam a população. “A ideia do Ponto Pet é fazer com que praças que podem estar hoje abandonadas se tornem locais onde a população possa passear com seu pet, levar as crianças brincar, fazer um exercício físico e socializar. É gerar um impacto positivo em toda a comunidade no entorno desse lugar”, diz. “E o Paraná Competitivo junta as duas coisas — as boas ideias das empresas e o poder de execução do Estado — em prol do cidadão”.

O Ponto Pet será dividido em três fases. A primeira envolve preparação, divulgação e escolha das praças, incluindo documentação junto às prefeituras parceiras. A etapa seguinte contará com capacitação da comunidade para que ela possa apresentar a proposta completa de revitalização. Serão cursos gratuitos em que as pessoas e grupos serão orientados sobre como montar o projeto e como encaixá-lo dentro das diretrizes da iniciativa.

O primeiro desses encontros será em Curitiba no próximo dia 9 de maio, no campus Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), aberto para toda a comunidade. Em seguida, é a vez de Londrina (23/05) e Maringá (30/05). O envio das propostas pode ser feito até agosto, com anúncio dos projetos selecionados em setembro. A previsão é de que as revitalizações comecem em janeiro de 2027.

“Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a convivência harmoniosa entre pets, pessoas e meio ambiente e cria um legado que vai muito além da revitalização física”, afirma o vice-presidente de Exportação e Sustentabilidade da PremieRpet. “Queremos inspirar comportamentos sustentáveis, estimular o cuidado coletivo e despertar, desde cedo, a importância do respeito entre os animais e o meio ambiente”.

Coordenado pela Sefa e a Invest Paraná, o Paraná Competitivo é um programa que busca atrair investimentos para o Estado. Ao participarem, as empresas assumem o compromisso de reinvestir parte dos incentivos fiscais recebidos em ações sociais gerenciadas pelo Governo. A parceria com a PremieRpet foi firmada em 2021 para a construção da maior fábrica de pet food da América Latina em Porto Amazonas, nos Campos Gerais, com investimentos superiores a R$ 1,1 bilhão, gerando 350 empregos diretos e mais 700 indiretos.

Em 2025, essas contrapartidas somaram mais R$ 174,1 milhões em recursos aplicados em projetos de impacto social nas áreas de cidadania, desenvolvimento social, saúde, educação, esporte, trabalho, meio ambiente e cultura. Foram 41 termos de reinvestimentos firmados, quase o dobro dos 23 contemplados em 2024.