À medida que a inteligência artificial começa a interagir com o mundo físico, novos tipos de laboratórios trabalham para construir modelos de mundo que possam operar robôs ou modelar objetos no espaço físico. Diferente dos grandes modelos de linguagem, não há uma fonte fácil de dados para esses modelos, o que tem deixado muitos laboratórios em busca de conjuntos de treinamento adequados. Agora, uma startup surge com uma fonte improvável: a indústria de videogames.

Essa é a proposta da Origin Lab, que anunciou uma rodada de financiamento seed de US$ 8 milhões liderada pela Lightspeed Ventures. Participaram SV Angel, Eniac, Seven Stars e FPV, além de investidores-anjo como Kevin Lin, cofundador da Twitch, e Kyle Vogt, fundador da Cruise. “Os sistemas de IA que estão sendo construídos agora precisam entender como o mundo físico funciona e como as coisas se movem”, disse a co-CEO e cofundadora Anne-Margot Rodde ao TechCrunch. “Esses dados essencialmente vivem nos videogames.”

Em termos simples, a Origin Lab atuará como um marketplace onde laboratórios focados em modelos de mundo – como o AMI Labs de Yann LeCun ou o World Labs de Fei-Fei Li – podem comprar dados licenciados de alta qualidade. Do outro lado, empresas de videogames podem gerar receita adicional a partir de ativos digitais já criados. No meio, a Origin Lab converte os ativos dos games em formato utilizável como dados de treinamento – algo que pode ser desde uma simples renderização até a automação de horas de gravação de gameplay.

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“Ficou claro que a indústria de videogames estava sentada em dados incrivelmente valiosos, mas não havia infraestrutura para conectar laboratórios de IA e a indústria de games”, explicou Rodde. “Então, essencialmente, construímos essa ponte.” A ideia inovadora pode acelerar o desenvolvimento de sistemas de IA que compreendem o mundo físico, abrindo novas possibilidades para robótica e simulações.