O mercado está deixando claro: para ganhar dinheiro hoje, a receita é construir data centers, baterias para alimentá-los ou, então, migrar para o setor de defesa. Embora não seja um conselho financeiro, essa tem sido a estratégia vencedora entre investidores públicos e privados recentemente. A Ford viu suas ações dispararem com um negócio de armazenamento de energia ainda incipiente; a Redwood Materials levantou US$ 425 milhões ao pivotar para armazenamento de data centers; a Cerebras fez um dos IPOs mais quentes de 2026; e a Anduril captou mais US$ 5 bilhões na semana passada.
Nesse contexto, a GoPro anunciou um plano de explorar oportunidades nos mercados de defesa e aeroespacial. A fabricante de câmeras de ação, que já sobreviveu a inúmeros concorrentes, enfrenta vendas em queda, perdas crescentes e um preço de ação estabilizado em torno de US$ 1 há dois anos. A ideia de usar sua resistência e qualidade de imagem em aplicações militares fez o papel dobrar de valor por alguns dias — mas depois caiu novamente. A lição é clara: o 'pivô para defesa' não é tão à prova de falhas quanto parecia.

