Desde o momento em que a cortina caiu para a 169ª apresentação da “Love On Tour”, turnê de Harry Styles com sucesso estrondoso nas paradas da Billboard Boxscore, em Reggio Emilia, na Itália, em julho de 2023, as especulações sobre o próximo passo do cantor britânico começaram a crescer. Será que ele realmente pisaria no freio no auge da carreira? E, talvez ainda mais desafiador, como superar uma das turnês mais marcantes da década?

À medida que a “Love On Tour” expandiu das arenas norte-americanas para estádios no Reino Unido e na Europa, ela consolidou a era mais dominante de ex-integrante do One Direction tanto comercial quanto culturalmente. Ao longo de quase uma década de carreira solo, o sucesso do álbum “Harry’s House”, de 2022, vencedor do Grammy de Álbum do Ano, acabou sendo a exceção, e não a regra. Diferentemente de hits anteriores como “Watermelon Sugar”, de 2019, que cresceu gradualmente durante o período de lockdown, o single “As It Was” surgiu instantaneamente como um fenômeno global.

O que mudou foi que Harry Styles evoluiu de uma figura carismática, ainda que cautelosa, tentando se desvencilhar do passado em uma boy band, para um performer extremamente seguro no palco. A “Love On Tour” se tornou justamente o espaço dessa transformação. Ao fim da jornada de dois anos, essa reputação virou parte central de sua identidade artística: espontâneo, solto e claramente confortável em conduzir multidões, adicionando um tom sedutor e brincalhão a músicas como “Adore You” e “Daylight”, explorando ao máximo o potencial de interação com o público.

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