Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista brasileiro detido em Israel Thiago Ávila, morreu na tarde desta terça-feira (5), em Brasília. Ela tinha 63 anos e apresentava quadro grave de saúde, mas a causa não foi divulgada.

Em nota, a equipe de Thiago, que integra a Global Sumud Flotilla (GSF), descreveu Teresa como uma mulher de “alegria memorável” e “imensa força”. “Ela enfrentou anos de adoecimento grave com coragem, serenidade e dignidade, guiada por um propósito inabalável de viver e cercada pela dedicação incondicional de sua família”, diz o texto.

Teresa era também mãe da agente de polícia Luana de Ávila, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). Para homenageá-la, Thiago batizou sua filha de dois anos com o nome da avó.

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A GSF afirma que a resposta da família foi, até o último instante, “um exemplo comovente de amor e retribuição”. A instituição disse que divulgará informações sobre velório e sepultamento assim que forem disponibilizadas.

Brasileiro detido

Thiago Ávila está preso em Israel desde o fim de abril, quando estava a bordo de um navio da GSF que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O ativista foi interceptado por militares israelenses em águas internacionais, perto da ilha grega de Creta, e transferido à força para a Grécia, junto com o palestino-espanhol Saif Abukeshek. Os demais integrantes da flotilha foram separados do grupo.

Nesta terça-feira (5), o Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou a prisão de Ávila até o próximo domingo (10), por decisão do juiz Yaniv Ben-Haroush. A detenção é considerada ilegal por entidades palestinas, que denunciam violências físicas e psicológicas usadas como forma de coerção pelo governo israelense.