A Lime, startup de aluguel de bicicletas e patinetes elétricos apoiada pelo Uber, protocolou seu pedido de oferta pública inicial (IPO) na Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos. A empresa, que opera como Neutron Holdings, Inc., pretende listar suas ações na Nasdaq sob o ticker "LIME". O CEO Wayne Ting já havia indicado em 2023 que a companhia aguardava condições favoráveis de mercado para abrir capital, o que agora parece ter se concretizado.

Desempenho financeiro contrastante – De acordo com o prospecto do IPO, a Lime apresentou receitas crescentes nos últimos três anos: US$ 521 milhões em 2023, US$ 686,6 milhões em 2024 e US$ 886,7 milhões em 2025. Apesar disso, a empresa ainda não é lucrativa. As perdas líquidas foram de US$ 122,3 milhões em 2023, reduzindo para US$ 33,9 milhões em 2024, mas subindo novamente para US$ 59,3 milhões em 2025. O fluxo de caixa livre, no entanto, mostrou melhora, atingindo US$ 104 milhões em 2025, praticamente o dobro do ano anterior.

Dívida elevada é o maior desafio – O ponto mais crítico revelado no documento é o volume de passivos circulantes, que totalizam cerca de US$ 1 bilhão. Desse montante, aproximadamente US$ 846 milhões vencem até o final de 2026. A empresa admite que não possui liquidez suficiente para honrar esses compromissos, tendo apenas US$ 261 milhões em caixa em 31 de março de 2026. O IPO surge, portanto, como uma necessidade de captar recursos para evitar um possível calote.

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Conclusão: IPO crucial para a sobrevivência – Embora a Lime tenha demonstrado crescimento de receita e geração de caixa livre positiva nos últimos três anos, o peso da dívida de curto prazo coloca a empresa em uma situação delicada. O sucesso do IPO será determinante para que a companhia consiga reestruturar suas finanças e seguir operando de forma sustentável no competitivo mercado de micromobilidade elétrica.