A Intel, gigante dos semicondutores, viu suas ações dispararem impressionantes 490% no último ano, um movimento que Wall Street aposta em uma recuperação que ainda está longe de se concretizar. O CEO Lip-Bu Tan, que assumiu em março de 2023, tem priorizado relacionamentos estratégicos em vez de reestruturações profundas.
Acordos bilionários e parcerias de peso marcam a gestão Tan. O governo dos EUA tornou-se o terceiro maior acionista da Intel após um acordo vantajoso. Tan também se aproximou de Elon Musk para uma parceria industrial e garantiu acordos preliminares de fabricação com Apple e Tesla. No entanto, internamente, os fundamentos ainda são frágeis: os rendimentos dos chips da Intel ficam atrás da líder TSMC, e funcionários relatam que Tan tem sido vago em relação às metas, com equipes adiando prazos em vez de resolvê-los.
A grande questão é se a execução acompanhará o otimismo do mercado. Enquanto os investidores apostam no cenário macro, a Intel ainda precisa provar que pode competir tecnicamente com os rivais asiáticos. O desafio de Tan é transformar relacionamentos em resultados reais de fabricação e inovação.

