A inteligência artificial generativa, especialmente os Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs), está transformando diversos setores, mas nenhum tem se mostrado tão promissor quanto o jurídico. Após o sucesso na área de codificação, o mercado de legal tech emerge como o próximo grande vencedor da era dos LLMs, impulsionado por um crescimento de receita sem precedentes.

Empresas como Clio, Harvey e Legora estão colhendo os frutos dessa revolução. A Clio, empresa canadense de software de gestão para escritórios de advocacia, viu sua receita anual recorrente (ARR) saltar de US$ 200 milhões em meados de 2024 para US$ 500 milhões no início de 2026, após integrar IA em seus produtos. Jack Newton, CEO da Clio, explica que os LLMs são excelentes para codificação devido ao vasto repositório de códigos existentes para treinamento, e a analogia com o direito é clara: escritórios de advocacia possuem enormes acervos de contratos e acordos, fornecendo uma base rica em dados textuais para aprendizado dos modelos.

Outras startups também registram avanços impressionantes. A Harvey, que oferece IA baseada em LLMs para firmas de advocacia, alcançou US$ 190 milhões em ARR até o final de 2025, conforme anunciou seu cofundador e CEO, Winston Weinberg. Já a Legora, principal concorrente da Harvey, atingiu US$ 100 milhões em ARR apenas 18 meses após o lançamento de sua plataforma. Embora a definição de ARR no setor de legal tech tenha sido questionada recentemente, a oportunidade de aplicar IA ao direito é evidente, já que os LLMs podem automatizar tarefas demoradas, como revisão de documentos e elaboração de minutas.

Publicidade
Publicidade

A tendência é clara: a inteligência artificial está redesenhando o futuro do setor jurídico, tornando processos mais eficientes e abrindo novas fronteiras de crescimento para empresas que souberem aproveitar o poder dos LLMs. Com o aumento da demanda por automação legal, a legal tech promete ser uma das áreas mais lucrativas da próxima década.