A temporada de discursos de formatura trouxe reações inesperadas de estudantes diante de palestrantes que exaltaram a inteligência artificial (IA). Na semana passada, Gloria Caulfield, executiva da Tavistock Development Company, foi vaiada ao declarar na Universidade da Flórida Central que 'a ascensão da IA é a próxima revolução industrial'. Os alunos começaram a vaiar cada vez mais alto, forçando Caulfield a pausar o discurso e comentar: 'Ok, toquei num ponto sensível'.
No último fim de semana, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, enfrentou protestos semelhantes na Universidade do Arizona. Antes mesmo de subir ao palco, grupos estudantis pediam sua remoção devido a acusações de assédio sexual que ele nega. Quando Schmidt disse que os formandos 'ajudariam a moldar a inteligência artificial', as vaias foram tão intensas que ele tentou falar por cima, incentivando-os a 'subir no foguete' da IA.
As reações dos estudantes refletem um ceticismo crescente em relação à tecnologia, especialmente entre jovens que temem que a IA possa substituir empregos e agravar desigualdades. Para os palestrantes, o desafio agora é convencer uma nova geração de que o futuro tecnológico pode ser promissor, e não apenas ameaçador.

