Duquesa entrou no palco do Festival ARVO à 1h10 de domingo (17), com a tarefa ingrata de segurar a galera depois de um dia inteiro de shows no Kartódromo Sapiens Parque, em Florianópolis. Ela não se intimidou nem um pouco com o desafio e deu conta do recado. “Vocês agora oficialmente pertencem à minha, à nossa Taurus Gang”, avisou, em um show que funcionou como sessão coletiva de autoestima.
A rapper baiana levou ao encerramento do festival a fórmula que vem consolidando seu nome no rap nacional. Tanto em “Fuso” quanto em “Taurus”, conquistou o público com letras ao mesmo tempo bem-humoradas e diretas, que versam sobre empoderamento feminino. O set também passou por “Única”, “Tá Eu e a Nicole” e “No Meu Club”, faixas em que Duquesa continua a rimar sobre esse mesmo universo, em que mulheres fortes ficam à vontade para falar de sexo e poder.
Antes de “Primeiro de Maio (Gostosas Inteligentes)”, resumiu o programa da noite: “Nosso hiperfoco é rebolar muito”. A apresentação também serviu como lembrete da velocidade com que Duquesa chegou ao mainstream. Depois do EP “Sinto Muito” (2022), mais ligado ao R&B, a baiana consolidou sua assinatura no trap com “Taurus” (2023) e “Taurus, Vol. 2” (2024), discos que ajudaram a levá-la aos line-ups de grandes festivais.
No fim de 2025, Duquesa avisou que faria menos apresentações em 2026 por questões de saúde física e mental. Mesmo assim, manteve a data em Florianópolis e tratou o encerramento do festival como compromisso com o público.

