"Eu sempre fui apaixonado pelo invisível que nos move". A reflexão de Russo Passapusso, vocalista e um dos pilares do BaianaSystem, sintetiza a força magnética que estampa a capa desta edição da Billboard Brasil. Mais do que uma banda, o coletivo baiano é hoje um sistema nervoso central da nossa cultura, operando uma alquimia rara que transforma o transe das rodas em pensamento crítico e a eletricidade das ruas em um documento histórico da música global.
Na reportagem assinada por Alexandre de Melo, mergulhamos na odisseia de um grupo que, há 17 anos, recusa as definições fáceis. Entre o dub, o ijexá e o rock, o BaianaSystem é apresentado como um laboratório vivo. O texto revela a gênese musical de Russo — que aprendeu a "ver o som" através da limitação visual de seu pai — e a pesquisa rigorosa de Roberto Barreto, que resgatou a guitarra baiana do apagamento para colocá-la no centro de uma revolução tecnológica e ancestral.
A revista acompanha os bastidores do Navio Pirata, o trio elétrico que arrasta multidões e onde a política acontece de forma orgânica. Da imagem de líderes nacionais pulando no camarote ao cordão de garis abrindo caminho para cadeirantes na pipoca, a Billboard Brasil mostra como o grupo entende o Carnaval como um espaço de comunhão absoluta.
Esse impacto é validado por nomes como a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, a atriz e ativista Alice Carvalho e o cantor "semeador" do coletivo, BNegão. O texto destaca também o compromisso com o legado e a renovação.

