A ASML, empresa holandesa de 42 anos com 44 mil funcionários, tornou-se peça-chave na economia global de inteligência artificial ao fabricar as únicas máquinas capazes de produzir os chips mais avançados do mundo. Seu sistema de litografia ultravioleta extrema (EUV) imprime padrões microscópicos em wafers de silício, essenciais para semicondutores de ponta. Cada máquina, do tamanho de um ônibus escolar, leva meses para ser montada e custa entre US$ 200 milhões e US$ 400 milhões.

O monopólio da ASML impulsionou seu valor de mercado para mais de US$ 530 bilhões, tornando-a a empresa mais valiosa da Europa. Com gigantes como Microsoft, Meta, Amazon e Google investindo mais de US$ 600 bilhões em infraestrutura de IA, a demanda por suas máquinas disparou. A própria ASML admite que o mundo enfrentará escassez de chips por anos.

Esse domínio, no entanto, atrai concorrentes. A startup americana Substrate, apoiada por Peter Thiel, já levantou mais de US$ 100 milhões para desenvolver uma máquina rival. Além disso, engenheiros chineses teriam parcialmente revertido a engenharia da tecnologia, gerando implicações geopolíticas. Christophe Fouquet, CEO da ASML desde 2024, discutiu esses desafios em entrevista durante a Conferência Global do Milken Institute.

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