O ARVO Festival chegou à sua 10ª edição neste sábado (16), em Florianópolis, com uma programação que ajudou a explicar por que o evento deixou de ser apenas uma boa agenda local para se firmar como um dos festivais mais relevantes do Sul do país. A escalação reuniu João Gomes, BaianaSystem, Gilsons, Duquesa, Carol Biazin, Fundo de Quintal e Maracatu Arrasta Ilha no palco principal, além de Discoteca ARVO e Beco do Samba.
O dia começou com o Maracatu Arrasta Ilha, em formação numerosa, trajes tradicionais e a presença da Rainha Marivalda Santos, do Estrela Brilhante, de Pernambuco. Carol Biazin assumiu o palco no fim da tarde, em sua primeira apresentação em Florianópolis, diante de uma plateia jovem, com bandeiras lésbicas e LGBTQIA+ na grade. O show teve vocais fortes, repertório na boca do público e uma performance física, especialmente em “Tr*nsANte”, quando a cantora tocou guitarra e seguiu até o fim sem a camisa.
Na sequência, os Gilsons ocuparam o entardecer com outro tipo de energia: menos explosiva, mais solar. José Gil saudou o retorno ao festival depois de 2022, enquanto Francisco Gil lembrou a presença da família na plateia, num show que funcionou como respiro antes da virada popular da noite. Essa virada veio com João Gomes. O pernambucano transformou o ARVO em uma prévia de São João, emendando piseiro, xote, baião e hits de festival. A participação de Jota.pê, na parte final, levou o show para o universo de “Dominguinho”.

