Arnaldo Antunes é um arquiteto da palavra e do som. E não cansa de construí-los de forma inquieta. Projetando em carreira solo ou em suas passagens por grupos icônicos, como Titãs e Tribalistas, ele tem a essência de uma assinatura coletiva. Faz morada para todos. Seu mais recente álbum de estúdio, “Novo Mundo”, lançado há pouco mais de um ano, sintetizou as dores, os algoritmos e os afetos de uma era complexa. E, claro, tem participações especiais como Marisa Monte, Ana Frango Elétrico e Vandal. Agora, esse manifesto poético ganha seu desdobramento definitivo: os palcos de São Paulo, que serão cenário para a gravação do registro ao vivo da turnê. O show acontece nesta sexta-feira (22), no Espaço Unimed, e conta com convidados especiais. Em entrevista à Billboard Brasil, Arnaldo destrinchou os bastidores dessa transição e celebrou o poder do encontro entre gerações.
Com mais de um ano de estrada, a turnê se prepara para um de seus momentos mais emblemáticos. Para o cantor e compositor, esse movimento é o ápice natural de um processo que só se completa com o público. Longe de ser um formato estático, o espetáculo foi ganhando corpo, refinamento e novas texturas ao longo dos meses de estrada. “Eu acho que o show na estrada vai arredondando. A gente vai aprimorando tanto a execução da banda, como a performance de palco, a gente vai descobrindo no contato com o público algumas coisas que vai incorporando de um show para outro”, afirma Arnaldo.

