Recentemente, o grupo de pesquisa de malware vx-underground afirmou ter 30 terabytes de dados, enquanto o fundador do VirusTotal, Bernardo Quintero, revelou que seu serviço possui cerca de 31 petabytes de amostras de malware. Para efeito de comparação, um petabyte é aproximadamente 1.000 vezes maior que um terabyte. Esses repositórios são cruciais para empresas de segurança cibernética e pesquisadores de IA treinarem modelos de detecção e entenderem a evolução dos ataques.

Mas o que significam esses números em termos físicos? A equipe do Panorama de Tecnologia resolveu calcular: quantos discos rígidos seriam necessários para armazenar esses dados e qual seria a altura da pilha resultante? Utilizando HDs internos de 3,5 polegadas, que têm 1 polegada de altura cada, e assumindo capacidade exata de 1 terabyte por unidade, chegamos a números impressionantes.

Os 30 terabytes do vx-underground equivalem a 30 HDs, formando uma pilha de apenas 30 polegadas (cerca de 0,76 metro) — menor que a altura de uma pessoa. Já os 31 petabytes do VirusTotal exigiriam 31.000 HDs, resultando em uma pilha de 31.000 polegadas, ou aproximadamente 787 metros. Para efeito de comparação, a Torre Eiffel tem 330 metros de altura. Ou seja, a pilha de HDs do VirusTotal seria mais de duas vezes maior que o monumento parisiense!

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Essa comparação ilustra a escala gigantesca dos dados de malware coletados globalmente. Enquanto a pilha do vx-underground é modesta, a do VirusTotal mostra o volume massivo necessário para alimentar sistemas de inteligência artificial e análises de ameaças. Embora o cálculo seja aproximado e ignore fatores como eficiência de armazenamento, ele serve como um lembrete visual do tamanho do desafio da cibersegurança moderna.