O retorno do The Strokes ao deserto da Califórnia no Coachella 2026 não foi apenas um show: foi um evento ímpar sob o céu estrelado de Indio. Julian Casablancas e companhia entregaram uma performance que equilibrou a nostalgia crua do início dos anos 2000 com o frescor futurista de sua nova era.
O grande destaque da noite foi a performance de “Going Shopping”, single de retorno lançado há apenas alguns dias. A música ao vivo revelou uma energia vibrante que serviu como o cartão de visitas perfeito para o álbum Reality Awaits. A recepção do público provou que, mesmo após seis anos de hiato, a relevância da banda permanece intacta.
O show foi estruturado como uma viagem pela discografia impecável do grupo. Abrir com hinos de Is This It como “Hard to Explain” e “Someday” garantiu que o público estivesse nas mãos da banda desde o primeiro acorde. As guitarras entrelaçadas de Nick Valensi e Albert Hammond Jr. brilharam em clássicos de Room on Fire, como “Reptilia” e “Automatic Stop”.
A precisão técnica em “What Ever Happened?” mostrou uma banda mais madura e coesa do que nunca. As faixas de The New Abnormal, como “The Adults Are Talking” e “Selfless”, trouxeram uma textura emocional e melancólica que contrastou perfeitamente com a agressividade punk de “New York City Cops”.
Um dos momentos mais inusitados e comentados da noite foi a interação descontraída de Julian com a plateia, reforçando a conexão humana que transcende a música. O show no Coachella 2026 confirmou: The Strokes não apenas voltaram, mas evoluíram mantendo a essência que os tornou ícones.

