Quando Zeca Veloso despontou na turnê "Ofertório" em 2017, ao lado do pai Caetano e dos irmãos Moreno e Tom, sua performance impressionou o público, especialmente ao cantar "Todo Homem" em falsete no piano. Desde então, a curiosidade por um trabalho solo do cantor e compositor só cresceu, estendendo-se por anos.
No final de novembro, após singles como "O Sopro do Fole" (gravado por Maria Bethânia em 2021) e uma apresentação concorrida em São Paulo, Zeca finalmente estreia em disco com "Boas Novas", um dos destaques musicais de 2025. O álbum é diversificado, misturando influências do ijexá de Caetano Veloso (como em "Salvador") ao afro-soul dos Tincoãs (em "Talvez Menor") e referências à Black Rio dos anos 1970.
Segundo relatos, o processo de criação foi intenso, com a compilação de composições sendo feita e refeita diversas vezes. Zeca brinca ao comentar: "São as más línguas que falam isso". Quando questionado sobre o que as "boas línguas" dizem, ele revela: "Elas dizem que a gente fez o que era necessário. Não tínhamos arranjado todas as composições que eu tinha escolhido para o disco...".

