Logo nos primeiros minutos de conversa, eu e Vitor Kley descobrimos algo em comum: Jundiaí. Hoje morando em São Paulo, ouvi o cantor falar com carinho sobre a cidade onde nasci, e onde ele divide seu tempo com Santa Catarina. Em uma manhã ensolarada, falamos de coxinha de queijo, corrida no parque, arco-íris e a vista do céu. Tantas coisas aparentemente pequenas. Ou melhor: “As Pequenas Grandes Coisas”. É disso que trata o álbum lançado por Vitor Kley no ano passado. Mas, como aquilo que importa não se descarta, o cantor e compositor decidiu dar nova vida a faixas que ficaram de fora do projeto original. Assim nasceu o EP “O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas”.
O trabalho reúne cinco inéditas que revelam diferentes nuances desse ciclo. Entre os destaques, está a participação de Joyce Alane em “Abalo Psicológico”, composta por Vitor Kley ao lado de Carol Biazin – uma parceria que ele descreve como fluida e intuitiva. O EP ainda traz a energia de “O Vento”, o tom introspectivo de “Da Minha Natureza”, a sensibilidade sobre perdas em “Desacostumei” e se encerra com o olhar otimista de “Vivão e Vivendo”. Para Vitor Kley, o lançamento vai além de um presente aos fãs: é a celebração de uma sonoridade que ele define como handmade. O projeto privilegia instrumentos tocados de forma orgânica, por pessoas, valorizando a execução humana.

