A partir desta semana, o Verão Maior Paraná ganha um toque especial de diversidade e inclusão com a programação da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi). O estande da secretaria no litoral oferece atividades que vão desde tranças afro e pintura corporal até grafismo indígena e oficinas com artesãos de diferentes regiões do estado, valorizando saberes tradicionais e promovendo a cultura paranaense.
Segundo a secretária Leandre Dal Ponte, a presença da Semipi no evento reforça o compromisso do Governo do Estado com políticas públicas que valorizam a diversidade e promovem a inclusão social. "Levar essas ações para um espaço de grande circulação de pessoas é uma forma de ampliar o acesso à informação, fortalecer identidades e reconhecer a importância dos povos e comunidades tradicionais, da cultura negra e do artesanato como expressões vivas da história e da diversidade do Paraná", destacou.
Entre as atrações, as trancistas Mayqueline Ketlyn Gomes Alves e Mayara, do Abayomi Studio, estão à frente das atividades com tranças. Mayqueline explica que qualquer pessoa pode participar, sendo necessária apenas a permissão dos pais para menores de idade. Nos serviços disponíveis, serão oferecidos quatro modelos: trança raiz lateral (25 minutos), trança raiz no topo (25 minutos) e trança boxeadora, com duração de 30 a 40 minutos.
"Participar do Verão Maior representa a validação de um trabalho que vai além da estética, por carregar história, ancestralidade, identidade e resistência, além de ampliar a visibilidade da cultura negra e do trabalho das trancistas", diz Mayqueline.
Além das atividades culturais, o estande da Semipi conta com jogos pedagógicos sobre povos e comunidades tradicionais e igualdade racial, desenvolvidos em parceria com o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE/UFPR) e Conselhos Estaduais. Durante todo o evento, também haverá distribuição de materiais informativos sobre canais de atendimento, como o Disque Idoso, e orientações sobre o enfrentamento ao assédio e à violência contra as mulheres.
No campo do artesanato, a programação se estende por todo o mês de janeiro, com oficinas que ensinam a produzir biojoias, jogos de tecido e eco-brinquedos. Veranistas terão a oportunidade de aprender com artesãos paranaenses e até levar para casa peças confeccionadas durante as atividades.
A agenda inclui datas específicas para diferentes atividades. Nos dias 9, 10 e 11 de janeiro, as trancistas do Abayomi Studio estarão presentes, alternando entre os períodos da manhã e da tarde, sempre acompanhadas da oficina de bijuterias e biojoias com a artesã Josiane dos Santos da Silva Simonett, de Pontal do Paraná.
Já entre 16 e 18 de janeiro, as atividades de grafismo indígena ficam por conta de Ju Kerexu, com oficinas de pintura em ovos com Isabel da Luz Silva Husch (de Curitiba) e jogos de tecido com Lisiene Loureiros Pius (de Colombo).
Na semana de 23 a 25 de janeiro, as trancistas retornam ao estande, desta vez acompanhadas da oficina de caderninho de textura natural e eco-brinquedos com materiais reciclados e bambu, ministrada pelo artesão Gabriel Augusto de Campos Esteves, de Londrina.
Para fechar a programação, nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro, as atividades de pintura corporal afro serão conduzidas por Pretaurina, oferecendo uma imersão na cultura e na estética africana.
Todas as ações acontecem no estande da Semipi no Verão Maior Paraná, localizado na Avenida Atlântica, entre as ruas Apucarana, Paranaguá e Ponta Grossa, no bairro Caiobá, em Matinhos. A iniciativa busca não apenas entreter, mas também educar e fortalecer a identidade cultural do estado, tornando o verão paranaense uma celebração da diversidade e da inclusão.

