A Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) encerrou sua participação no programa Verão Maior Paraná com um balanço expressivo: 10.516 atendimentos realizados no litoral paranaense. As atividades, que se estenderam durante toda a temporada de verão, foram encerradas no domingo (1º) com saldo positivo em participação e impacto social.
As ações desenvolvidas incluíram uma variedade de oficinas de artesanato, atividades culturais e iniciativas educativas voltadas especificamente para a valorização das culturas negra e indígena do Paraná. O caráter intergeracional foi um dos destaques do programa, promovendo encontros entre avós, netos e crianças que estimularam a criatividade, o aprendizado manual e o resgate de memórias afetivas, especialmente entre pessoas idosas.
A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, destacou que o Verão Maior Paraná alia impacto social, cultural e econômico por meio de ações que envolvem diretamente a população. "As oficinas e atividades no litoral promovem convivência, aprendizado e geração de oportunidades", afirmou. "As ações permitem que as pessoas participem, aprendam, convivam e levem algo concreto para casa, seja conhecimento, uma peça artesanal ou uma nova experiência. Além desse impacto social direto, o Verão Maior Paraná também fortalece a economia".
Entre as atividades que mais atraíram o público, destacaram-se as oficinas intergeracionais de montagem de bijuterias com miçangas e sementes, jogos de tecido, confecção de petecas, criação de cadernos naturais, modelagem em argila, pintura em ovos, montagem de pipas e pintura corporal tradicional afro e indígena. Também foram realizadas ações com trancistas (arte de criar penteados com técnicas de trançado), jogos da memória intergeracionais e distribuição de materiais informativos.
Marlene, moradora de Sarandi, no Rio Grande do Sul, participou do Verão Maior Paraná pelo segundo ano consecutivo e compartilhou sua experiência: "Adoro as oficinas. É um momento de movimentar o corpo e a mente, relaxar, aprender algo novo e ainda levar para casa o que a gente produz. Desta vez, fiz um vaso de cerâmica no estande da Semipi, que vou guardar como lembrança".
Além do impacto social e cultural, o programa também gera resultados expressivos para a economia do litoral. Conforme estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), cada R$ 1 investido pelo Governo do Estado nas ações do Verão Maior Paraná resulta em R$ 1,19 de aumento no Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios litorâneos.
A paranaense Lucrécia Guerreiro Abrão Macie, moradora de Sapopema, também aprovou as atividades desenvolvidas durante o programa: "As atividades são muito bem organizadas e pensadas para todas as idades. É um programa que valoriza a cultura, aproxima as pessoas e mostra como o Paraná sabe receber bem. Vale a pena conhecer e participar".
Segundo a diretora de Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais da Semipi, Ivânia Ramos, as atividades contribuíram significativamente para ampliar o diálogo sobre diversidade, identidade e respeito. "Também fortaleceram a valorização das culturas tradicionais junto aos veranistas e moradores do litoral", afirmou.
A coordenadora Estadual de Fomento ao Artesanato, Pollyana Medeiros, complementou citando a importância das ações tanto para os artesãos quanto para o público atendido: "Além de gerar visibilidade e renda para os artesãos, as atividades permitiram que os visitantes levassem para casa peças que representam a identidade cultural do Paraná".
O encerramento das atividades da Semipi no Verão Maior Paraná marca mais uma edição bem-sucedida do programa, que se consolida como uma iniciativa importante para promover a inclusão social, a valorização cultural e o desenvolvimento econômico regional durante a temporada de verão no litoral paranaense.

