Cinco universidades estaduais do Paraná deram um passo importante na internacionalização do ensino superior ao firmar acordos acadêmicos com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal. A cerimônia de assinatura, realizada nesta quarta-feira (4), marcou o encerramento de uma missão internacional que teve como objetivo fortalecer a cooperação em ciência, tecnologia e inovação.

As instituições paranaenses envolvidas são a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Além delas, a comitiva contou com representantes da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Fundação Araucária e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Os convênios estabelecem que estudantes de doutorado das universidades paranaenses poderão realizar parte de suas pesquisas em Portugal, sob orientação conjunta de professores da instituição de origem e do IPB. Ao concluírem o curso, receberão um diploma reconhecido tanto no Brasil quanto na Europa. Para alunos de graduação, há previsão de mobilidade com possibilidade de obter também um título de mestre pela instituição portuguesa.

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Segundo o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, a parceria representa um avanço estratégico. "Fortalecemos tanto a graduação quanto a pós-graduação. É um marco porque abre caminhos para que estudantes paranaenses e portugueses avancem em suas carreiras com o selo de grandes universidades", afirmou.

Fábio Hernandes, reitor da Unicentro, destaca que o acordo deve contribuir para o aumento da visibilidade internacional da universidade. "A expectativa é que a Unicentro passe a ser ainda mais conhecida, principalmente internacionalmente, e isso faça com que os conceitos dos nossos programas de pós-graduação aumentem", disse.

A iniciativa é um desdobramento do programa Ganhando o Mundo da Ciência, coordenado pela Fundação Araucária, que posiciona as universidades estaduais em uma rede internacional de excelência. A cooperação vai além da mobilidade acadêmica, incluindo intercâmbio entre professores e articulação de projetos de pesquisa conjuntos.

Jamil Abdanur Júnior, diretor-geral da Seti, ressalta que a internacionalização é vista como um vetor importante para elevar a qualidade da pesquisa e da formação no Paraná. "Ao conectar demandas locais a ecossistemas globais de inovação, as universidades estaduais fortalecem a capacidade de gerar conhecimento e de contribuir de forma mais competitiva para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do nosso Estado", salientou.

O reitor da Unioeste, Alexandre Almeida Weber, destacou o impacto prático da parceria. "Ver empresas nascidas no centro tecnológico do instituto, inclusive no setor de produção de vinho, distribuindo produtos pelo mundo é algo que fortalece as perspectivas para os nossos acadêmicos", disse. "A mobilidade de professores e alunos será uma troca em que cada instituição contribuirá com a melhor expertise, resultando em um avanço conjunto".

Os acordos abrangem cursos específicos em cada universidade. Na UEL, compreendem os doutorados em Agronomia, Biotecnologia e Ciência de Alimentos. A UEM inclui doutorados em Agronomia, Ciência da Computação, Ciência de Alimentos, Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais e Engenharia Química.

Na UEPG, a cooperação envolve doutorados em Agronomia e em Ciência e Tecnologia de Alimentos, além da graduação em Engenharia de Alimentos. A Unioeste terá dupla diplomação nos doutorados em Agronomia (Marechal Cândido Rondon), Engenharia Química (Toledo) e Engenharia Agrícola (Cascavel). Já a Unicentro concentra-se nos doutorados em Química Aplicada (Guarapuava) e Ciências Florestais (Irati).

As parcerias eliminam barreiras burocráticas para a atuação profissional em países da União Europeia, oferecendo aos estudantes paranaenses uma formação com reconhecimento internacional ampliado.