O Museu Oscar Niemeyer (MON) vive uma semana decisiva para os amantes da arte contemporânea. Até o próximo domingo, dia 22 de fevereiro, o público tem a última chance de visitar três exposições de grande impacto que ocupam espaços distintos do museu: "Através", de Mariana Palma; "Veemente", do mexicano Gabriel de la Mora; e "PURE GOLD – UPCYCLED! UPGRADED!", uma coletiva internacional de design sustentável. As mostras, que atraíram um grande número de visitantes ao longo do período expositivo, encerram um ciclo importante na programação do maior museu de arte da América Latina.
A imersão de Mariana Palma no Olho
No icônico espaço do Olho, a exposição "Através", da artista Mariana Palma, oferece uma experiência imersiva através de telas em tecidos de grandes dimensões, instalações e vídeos. Com curadoria de Marc Pottier e realização do MON, a mostra reúne trabalhos que criam espaços pictóricos únicos, construídos pela justaposição de diferentes elementos. A artista apresenta uma produção que desafia os limites tradicionais da pintura, convidando o público a atravessar literal e metaforicamente suas obras.
O processo transformador de Gabriel de la Mora
Na Sala 1, a exposição "Veemente", do artista mexicano Gabriel de la Mora, apresenta 70 obras entre instalações, telas com técnicas mistas e esculturas. Com curadoria de Marcello Dantas, o conjunto não só revela a estética e evolução do artista, mas também a diversidade e peculiaridade dos materiais utilizados. De la Mora tem como marca registrada transformar objetos inusitados em matéria-prima para suas obras, indo muito além dos suportes e pigmentos tradicionais da arte.
Design sustentável em foco na Sala 2
Já na Sala 2, "PURE GOLD – UPCYCLED! UPGRADED!" reúne mais de 70 obras de 53 designers de diversos países em torno de uma reflexão universal: a relação do homem com a natureza. A iniciativa é do IFA – Instituto de Relações Internacionais de Stuttgart, Alemanha, com idealização e concepção de Volker Albus, professor da Universidade de Artes e Design de Karlsruhe. A conceituação latino-americana ficou a cargo da pesquisadora e historiadora de design Adélia Borges, garantindo uma perspectiva regional para o debate sobre sustentabilidade e reaproveitamento de materiais.
Programação diversificada continua no MON
Embora essas três exposições específicas estejam encerrando, o Museu Oscar Niemeyer mantém uma programação diversificada com outras mostras em cartaz. Entre elas estão "Teia à Toa", do artista Barrão; "Sonhos de Cinema: Arte para a Sétima Arte"; "Afeganistão – Tapetes de Paz e Guerra"; "Trilhos e Traços – Poty 100 anos"; "África, Expressões Artísticas de um Continente"; "Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses"; e "O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes". Além disso, os visitantes podem aproveitar espaços permanentes como o "Pátio das Esculturas", "Espaço Niemeyer" e "MON sem Paredes".
O MON, patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design. Seu acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, distribuídas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, consolidando sua posição como o maior museu de arte da América Latina.
Para quem ainda não visitou as exposições que encerram no domingo, é a última oportunidade de conferir trabalhos que marcaram a temporada artística curitibana. O museu funciona de terça a domingo, com horários específicos para cada dia, e a programação completa pode ser consultada no site oficial da instituição.

